terça-feira, 30 de setembro de 2014

                                                ANTES

antes do tempo e da hora que passa,
nesse minuto que se esvoaça,
ainda lateja em mim teu amor,
agora já não tão doce, já com dor.

inevitável pois a partida,
todo adeus dói quando é ida,
fica o sabor e a despedida,
abre-se feito ferida.

sonho no entanto em outra vez,
em um outro momento talvez,
 novo momento de amor,
agora de paz e de ardor!

santaroza. 

sábado, 12 de abril de 2014


 
A lua te dou!

 
Nunca quis dar-te aquilo que não me pertencia, nem mesmo uma rosa de um jardim alheio.

Porem hoje te dou a lua, posto que de tanto estar com ela já sou dela e ela é minha!

 
Santaroza

terça-feira, 10 de abril de 2012

Cristo!

Cristo!

Que a fé
Possa acender
O candelabro da entrada,
E que a luz da paz
Possa iluminar
Todos os teus dias,
Como água
Regando teus sonhos
Nas bênçãos
Do santo Cristo!

Santaroza

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tardes!

Tarde!

Quero perfume de mato,

E gosto de maça,

Num beijo de morango,

Que adoce essa tarde!

Santaroza

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pra Sorrir!

Pra Sorrir!

Renasço a toda hora,

Quando logo após o tropeço,

Encontro uma abraço, um sorriso,

Ai sei que Deus esta por perto!

Santaroza

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Grito!


Grito!

Certo de que certas coisas só adormecem

Grito: esquecer jamais; ficou tatuado!

Santaroza

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Amar!


Amar!

Amor é um ato impensado,

E antes de ser insano,

É divino!

Santaroza

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ao vento!


Ao vento!

Entrego ao vento,

A capacidade que não tive,

De romper com meu silencio,

E em teus ouvidos,

Em voz soprada,

Plantarei suavemente,

Aquilo que meu coração

Insiste em gritar! Amor!

Santaroza

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Chove!


Chove!

De novo chove,

Nas trilhas do amor,

Assim ele há de criar raízes,

E por certo florira em mim!

Santaroza

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Beijo!


Beijo!

Mando-te um beijo,

E que de toda nossa coleção,

Esse não seja o derradeiro,

Posto que ainda quero eu mesmo,

Deposita-lo em teus lábios!

Santaroza

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Que!


Que!

Que deus se apiede de minha vida,

Na torrente de cada um de meus dias,

Para que ao final deles me sobrem sombras,

Onde possa descansar em paz minha alma!

Santaroza

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Perigo!

Loucamente apaixonado

Sinto meu coração alado

Cavalgando pelo espaço

Esperando teu abraço.

Assim me sinto contigo

Mas sei que corro perigo

Depois do abraço o amor

Mas antes um beijo na flor.

Santaroza

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Amor!


Amor!

Não vale mais como promessa

Só se for como desejo.

O vento inflou as velas

E as águas já são profundas.

O sol ficou para traz

E nova manhã não tarda.

Só fogo forte ferve o amor

No braseiro ele amorna.

Não vale mais como certeza

Só se for como talvez.

Santaroza

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olhos teus!


Olhos teus!

No vasto lago de teus olhos

Mergulho minha sede de ternura

Na vontade louca de na profundeza

De teus vales encontra solo fértil

Onde possa semear meu amor!

Já que de teu peito tenho a seiva

Que me lava a alma em deleite

Cavalgando comigo ás estrelas

Colorindo-me a vida de dourado

Nas praias doces de teu ventre!

Santaroza

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amanhecer!


Amanhecer!


Revoada de andorinhas
Sol nascente na manhã
Areias beijando o mar.

Cheiro de relva molha
Sereno ainda nas flores
Pássaros na goiabeira.

Borboletas beijando flor
Coelhos tomando sol
Água fresca de cacimba.

E eu pintando aquarela
Em cada verso da tela
Poesia de amanhecer.


Santaroza

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Volta!


Volta!



Amada minha que distante se vai nas horas,
Alaga-me o peito, já, de saudades infindas,
Desejoso que me encontro de ter em mim,
Teus contornos ofegantes atrelados ao meu.

Ouve meu chamado de coração partido,
E retorna breve antes que eu me renda,
Ao vulto da solidão que me apavora,
Posto que não sinto mais o perfume teu.

Ainda que o lençol ainda pareça te vestir,
Os cetins da cama encontram-se já frios,
Saudosos também de tua cantilena,
Quando nas noites nosso amor explode.

Santaroza

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deserto!


Deserto!


Anjos do vento
Me tocam a face.

Pelas narinas
Me entram o mar.

Sinto gosto de sal
No beijo da brisa.

Vejo gaivotas brancas
Já bem perto do sol.

Meus rastros na areia
Não têm direção.

São passos sem passos
De meu coração.

Prenuncio de noite
Raiar de luar.

Varanda vazia
Rede sem dono.

Lampião apagado
Coração em deserto.


Santaroza

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nós!


Nós!


Não há ponto obscuro
Não há nada escondido
Somos elos de nós.

O vento e a folha
O papel e o poema
Somos nosso tema.

A canoa e o remo
A água e o barrando
E flor e a flora.

O desejo e o tesão
O sonho e o sono
A estrela e o luar.

A taça e a champanhe
O vinho e a lareira
O lençol e o travesseiro.

A musica e o pensamento
O beijo e a saliva
O baralho e o jogador!

Santaroza

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tarde!

Tarde!


Já era tarde eu acho,
O sono já se deitava em mim,
Você prometera... Mas com a chuva...
Não veio... Não viria...
Incomodava-me o telefone mudo,
A lareira ainda acesa,
As almofadas no chão da sala,
Um filme na tela grande,
E o vinho quase sem gelo,
Acho que já é tarde!

Santaroza

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Paixão!

Paixão!


Sinto assim um cheiro de mar,
Um verso leve a rimar,
Basta eu pensar pra viajar,
E no horizonte te encontrar,
São as razões do coração,
Muitas certas, outras não,
Seja outono ou verão,
Isso se chama paixão,
É um sentimento incontido,
Às vezes amargo e dolorido,
É como se estivesse ferido,
Em mim uma flecha de cupido,
É dor que dói por prazer,
Não há o que se fazer,
É tão gostoso te querer,
És parte de meu viver!


Santaroza