Dar e ter!
Amor, doce , suave, sonoro...
Palavra que cala, que sela, que ala...
Gesto que cura, que salva, que sara...
Cantado, escrito, contado, falado...
Sonhado, molhado, de póro com póro!
Santaroza
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
DOURADO!
DOURADO!
Seu corpo dourado,
Lambido de sol,
Põe-me fervilhante,
Como água em atol,
Imaginando as partes,
Onde não lambeu o sol,
Sonhando em ser eu a desvendar a magia,
Que com pedacinhos de pano tu encobrias!
Deixa?
Santaroza
Seu corpo dourado,
Lambido de sol,
Põe-me fervilhante,
Como água em atol,
Imaginando as partes,
Onde não lambeu o sol,
Sonhando em ser eu a desvendar a magia,
Que com pedacinhos de pano tu encobrias!
Deixa?
Santaroza
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Uma vida!
Uma vida!
Escrevi poesias no vento
Andei pelo arco íris
Senti cheiro de absinto
Masquei ervas nativas.
Dormi em baixo da lua
Matei a sede na chuva
Corri para não chegar
Rezei sem ajoelhar.
Decidi no par ou impar
Blefei quando não tinha nada
Fiquei sério, mas quis sorrir.
E gargalhei pra não chorar.
Doei sangue e era vermelho
Comi feijão com farinha
Cuspi as pimentas fora
Me lambuzei de amora.
Fumei cigarro de palha
Li á luz de lanterna
Nadei pelado no rio
Vi as estrelas cadentes.
Ganhei bagagem e estrada
Garimpei cada beleza
Nunca fui dono de nada
Eu só escrevi poesia!
Santaroza
Escrevi poesias no vento
Andei pelo arco íris
Senti cheiro de absinto
Masquei ervas nativas.
Dormi em baixo da lua
Matei a sede na chuva
Corri para não chegar
Rezei sem ajoelhar.
Decidi no par ou impar
Blefei quando não tinha nada
Fiquei sério, mas quis sorrir.
E gargalhei pra não chorar.
Doei sangue e era vermelho
Comi feijão com farinha
Cuspi as pimentas fora
Me lambuzei de amora.
Fumei cigarro de palha
Li á luz de lanterna
Nadei pelado no rio
Vi as estrelas cadentes.
Ganhei bagagem e estrada
Garimpei cada beleza
Nunca fui dono de nada
Eu só escrevi poesia!
Santaroza
terça-feira, 24 de novembro de 2009
AINDA SINTO...

AINDA SINTO...
Ainda sinto o gosto de sal...
Do primeiro beijo que trocamos num portal...
Sim! Era um portal, a transcendência entre o sonho e o real!
A realidade selada por dois lábios sedentos...
Corações atrelados em alentos...
Olhares que falavam poesias...
Mãos que se tocavam frias...
Ainda sinto aquele gosto de sal!
Porque foi de todos o mais real...
Este se cravou no coração!
Os demais foram de paixão...
E como tal se perderam na esteira dos dias!
E se apagaram na fogueira já fria!
Que ironia!
Santaroza
Ainda sinto o gosto de sal...
Do primeiro beijo que trocamos num portal...
Sim! Era um portal, a transcendência entre o sonho e o real!
A realidade selada por dois lábios sedentos...
Corações atrelados em alentos...
Olhares que falavam poesias...
Mãos que se tocavam frias...
Ainda sinto aquele gosto de sal!
Porque foi de todos o mais real...
Este se cravou no coração!
Os demais foram de paixão...
E como tal se perderam na esteira dos dias!
E se apagaram na fogueira já fria!
Que ironia!
Santaroza
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
CORPO!

CORPO!
Teu corpo molhado,
De frio gelado,
Na chuva que cai...
Teu corpo calhente,
De curva saliente,
Da chuva não sai...
Gitana a dançar,
Sem se importar,
Com a chuva que cai...
Teu corpo divino,
Estrada e destino,
Na chuva se vai...
Dança menina,
Profana e felina,
Na chuva.. Que ai...
A roupa colada,
Já toda molhada,
Pela chuva que cai...
Tuas curvas contornam,
Tua carne amorna,
E a chuva se vai...
Cabelo colado
No rosto molhado,
Da chuva que foi,
Teu corpo gelado,
Meu abraço apertado,
E a chuva?... Se foi...
Só restamos os dois!
Você e eu,
Meu corpo e o teu,
Gelado, calhente,
Gitana serpente,
Que me envolveu...
Com fogo e tesão,
Seu corpo vulcão,
Agora é só meu!
Santaroza
Teu corpo molhado,
De frio gelado,
Na chuva que cai...
Teu corpo calhente,
De curva saliente,
Da chuva não sai...
Gitana a dançar,
Sem se importar,
Com a chuva que cai...
Teu corpo divino,
Estrada e destino,
Na chuva se vai...
Dança menina,
Profana e felina,
Na chuva.. Que ai...
A roupa colada,
Já toda molhada,
Pela chuva que cai...
Tuas curvas contornam,
Tua carne amorna,
E a chuva se vai...
Cabelo colado
No rosto molhado,
Da chuva que foi,
Teu corpo gelado,
Meu abraço apertado,
E a chuva?... Se foi...
Só restamos os dois!
Você e eu,
Meu corpo e o teu,
Gelado, calhente,
Gitana serpente,
Que me envolveu...
Com fogo e tesão,
Seu corpo vulcão,
Agora é só meu!
Santaroza
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
AUSENCIA!

AUSENCIA!
Quão terrível é esse sentimento,
Range na alma como lamento,
Tapa os olhos como cimento,
Leva-nos a vida pelo vento,
Transporta-nos por momentos,
De solidão e ferimentos!
Como dói uma saudade,
Não é sentimento é maldade,
Que rasga o peito sem piedade,
Expulsando-nos a realidade,
Do sorriso e da felicidade!
Quem me dera pudesse voar,
E pelo mundo te campear,
Pra novamente te encontrar,
E em podendo, te abraçar,
No teu ouvido declarar,
Só te busquei para te amar!
Santaroza
Quão terrível é esse sentimento,
Range na alma como lamento,
Tapa os olhos como cimento,
Leva-nos a vida pelo vento,
Transporta-nos por momentos,
De solidão e ferimentos!
Como dói uma saudade,
Não é sentimento é maldade,
Que rasga o peito sem piedade,
Expulsando-nos a realidade,
Do sorriso e da felicidade!
Quem me dera pudesse voar,
E pelo mundo te campear,
Pra novamente te encontrar,
E em podendo, te abraçar,
No teu ouvido declarar,
Só te busquei para te amar!
Santaroza
AMORE DE OUTONO.

AMORE DE OUTONO.
Caneca de vinho
Não se pode ficar sozinho
As noites são longas e frias
Geralmente solitárias e vadias
Tempo demais pra se beber só
Tempo de mais pra se ficar só
Na lareira crepita o fogo
E entre nós começa o jogo
De caricias
De malicias
De doçura
De loucura
Uma manta para nos
Não importa o mundo estamos sós
Eu você e o vinho
A lareira o fogo nosso ninho
O frio de repente vai embora
O vento range e chora lá fora
Sinto seu coração
Ponho a minha mão
Por entre sua blusa aberta
E minha mão lhe aperta
Vejo seus seios
E a eles tateio
E por eles passeio
Na busca do que anseio
O seu beijo é morno
E tudo gira em torno
Como se o mundo parasse
É nos é que girássemos
De olhos fechado sei o seu mapa
Roubo teu corpo da capa
E lhe degusto ao brilho da fogueira
Que resplandece de nossa lareira,
Você tem cheiro de flor
Teu corpo quer amor
Nos damos
E nos amamos
E nessa quimera
Lá fora é outono
Aqui dentro é primavera!
Santaroza
Caneca de vinho
Não se pode ficar sozinho
As noites são longas e frias
Geralmente solitárias e vadias
Tempo demais pra se beber só
Tempo de mais pra se ficar só
Na lareira crepita o fogo
E entre nós começa o jogo
De caricias
De malicias
De doçura
De loucura
Uma manta para nos
Não importa o mundo estamos sós
Eu você e o vinho
A lareira o fogo nosso ninho
O frio de repente vai embora
O vento range e chora lá fora
Sinto seu coração
Ponho a minha mão
Por entre sua blusa aberta
E minha mão lhe aperta
Vejo seus seios
E a eles tateio
E por eles passeio
Na busca do que anseio
O seu beijo é morno
E tudo gira em torno
Como se o mundo parasse
É nos é que girássemos
De olhos fechado sei o seu mapa
Roubo teu corpo da capa
E lhe degusto ao brilho da fogueira
Que resplandece de nossa lareira,
Você tem cheiro de flor
Teu corpo quer amor
Nos damos
E nos amamos
E nessa quimera
Lá fora é outono
Aqui dentro é primavera!
Santaroza
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A COR DO PECADO!

A COR DO PECADO!
A cor do pecado,
Tem a tua cor,
Tem teu cheiro e sabor,
Tem teu calor,
É a tua cara de amor,
Tem teu jeito de flor,
E é sem pudor,
Pois é puro ardor,
A chama de teu fulgor,
Meu corpo no teu afogado em amor,
Como musica e trovador,
A romper a madrugada a beijar o teu suor,
De gota em gota no teu corpo, como um beija-flor,
A devorar o teu néctar com carinho e furor,
Pois que o pecado tem a tua cor!
Santaroza
A cor do pecado,
Tem a tua cor,
Tem teu cheiro e sabor,
Tem teu calor,
É a tua cara de amor,
Tem teu jeito de flor,
E é sem pudor,
Pois é puro ardor,
A chama de teu fulgor,
Meu corpo no teu afogado em amor,
Como musica e trovador,
A romper a madrugada a beijar o teu suor,
De gota em gota no teu corpo, como um beija-flor,
A devorar o teu néctar com carinho e furor,
Pois que o pecado tem a tua cor!
Santaroza
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A SUA BOCA!
A SUA BOCA!
Quando beijo sua boca ouço sinos,
Sinos femininos...
Quando beijo sua boca vou da terra ao céu,
Sinto o mel...
Quando beijo sua boca fecho os olhos, vejo anjos,
Seriam arcanjos...
Quando beijo sua boca sinto fome,
Me come...
Quando beijo sua boca ouço melodia,
Seria harpa, cotovia...
Quando beijo sua boca, seu perfume me inebria,
Sublime alegria...
Quando beijo sua boca sou ave a voar,
Sou um homem a amar!
Santaroza
Quando beijo sua boca ouço sinos,
Sinos femininos...
Quando beijo sua boca vou da terra ao céu,
Sinto o mel...
Quando beijo sua boca fecho os olhos, vejo anjos,
Seriam arcanjos...
Quando beijo sua boca sinto fome,
Me come...
Quando beijo sua boca ouço melodia,
Seria harpa, cotovia...
Quando beijo sua boca, seu perfume me inebria,
Sublime alegria...
Quando beijo sua boca sou ave a voar,
Sou um homem a amar!
Santaroza
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma brasa!

Uma brasa!
Das trovas que um dia fiz, todas se perderam, pois as escrevi no vento e às vezes nas águas, premido que fui pela brevidade do tempo.
De nenhum delas tenho lembrança, exceto aquele em que tomado de espanto devido á tamanha beleza fez-me sussurrar um verso, ao vento sob o luar.
Só dessa me lembro, porque essa ficou atrelada á minh’alma como os amores ficam presos aos corações.
Ainda hoje me lembro, porque ainda fulgura em meu peito o amor que senti por ti.
E nem o tempo com suas distâncias saudosas, é capaz de aplacar em mim o lume dessa brasa, nem mesmo o vento que a atiça vez em quando!
Santaroza
Das trovas que um dia fiz, todas se perderam, pois as escrevi no vento e às vezes nas águas, premido que fui pela brevidade do tempo.
De nenhum delas tenho lembrança, exceto aquele em que tomado de espanto devido á tamanha beleza fez-me sussurrar um verso, ao vento sob o luar.
Só dessa me lembro, porque essa ficou atrelada á minh’alma como os amores ficam presos aos corações.
Ainda hoje me lembro, porque ainda fulgura em meu peito o amor que senti por ti.
E nem o tempo com suas distâncias saudosas, é capaz de aplacar em mim o lume dessa brasa, nem mesmo o vento que a atiça vez em quando!
Santaroza
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Carta!

Carta!
Esperar faz-se necessário quando tormentas apontam no horizonte,
Assim, mande para os confins da terra as noticias de tardarei ainda,
Embora banhada se encontre a alma em suores de saudades vivas,
Submeto-me aos ditames das potestades para que, mesmo tarde, te encontre eu,
E no amanhã possa sufocar minhas angustias agasalhado ao peito teu,
Visto serdes a última ilha em que encontro minha paz!
Santaroza
Esperar faz-se necessário quando tormentas apontam no horizonte,
Assim, mande para os confins da terra as noticias de tardarei ainda,
Embora banhada se encontre a alma em suores de saudades vivas,
Submeto-me aos ditames das potestades para que, mesmo tarde, te encontre eu,
E no amanhã possa sufocar minhas angustias agasalhado ao peito teu,
Visto serdes a última ilha em que encontro minha paz!
Santaroza
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Latino!

Latino!
Com vagar como anda o trem
Vago só sem ser ninguém
Não que eu precise ser alguém
Me basta esse vintém.
Nasci em um berço duro
Largo porem seguro
Nunca tive dia escuro
Nunca fui velho, sou maduro.
Meu mapa é minha mão
Tem ranhura como o chão
O resto é com o coração
A alma é só um senão.
Amar é para muito poucos
Principalmente para os loucos
Paixão se bebe aos poucos
Entre uivos e gritos roucos.
Assim vivo o destino
Na verdade sem atino
Não sou bicho matutino
Afinal eu sou latino.
Santaroza
Com vagar como anda o trem
Vago só sem ser ninguém
Não que eu precise ser alguém
Me basta esse vintém.
Nasci em um berço duro
Largo porem seguro
Nunca tive dia escuro
Nunca fui velho, sou maduro.
Meu mapa é minha mão
Tem ranhura como o chão
O resto é com o coração
A alma é só um senão.
Amar é para muito poucos
Principalmente para os loucos
Paixão se bebe aos poucos
Entre uivos e gritos roucos.
Assim vivo o destino
Na verdade sem atino
Não sou bicho matutino
Afinal eu sou latino.
Santaroza
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Alma!

Alma!
Ao sabor da chuva que cai,
Lavada se encontra minha alma,
Peregrina que é das noites escuras,
Viajante dos sonhos de alguns corações,
Morna se deita em lençóis de cetim,
No afã de encontrar o sabor de teu beijo!
Alma minha incauta e incontida,
Sofrida e esfolada das guerras perdidas,
Batalhas de alcovas em noites de lua,
Ao som de pianos de butécos vazios,
Arfas ainda molhada de chuva,
Cansada da luta encharcada de amor!
Santaroza
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Silencio!

Silencio!
Estou exilado,
Eu e minha espada num canto calado,
Esperando a tempestade que vem,
E sem contar com ninguém.
Tracei minhas rotas á próprio punho,
É... Minha enxada eu mesmo cunho,
Fiz o que tinha que fazer,
Mas me resta um sonho... Viver.
Não vou chorar o leite derramado,
Se deu tudo certo ou errado,
Nada na vida é de absoluta certeza,
Nem mesmo a efêmera beleza.
Sou o que sou, porque sou,
Meu tempo inda não passou,
Por certo inda encontrarei fera,
Mas com certeza vira a primavera.
Eu e o silencio não temos segredos,
Sempre confessamos nossos medos,
É essa em fim, minha armadura,
A solidão me serve de atadura.
Santaroza
Estou exilado,
Eu e minha espada num canto calado,
Esperando a tempestade que vem,
E sem contar com ninguém.
Tracei minhas rotas á próprio punho,
É... Minha enxada eu mesmo cunho,
Fiz o que tinha que fazer,
Mas me resta um sonho... Viver.
Não vou chorar o leite derramado,
Se deu tudo certo ou errado,
Nada na vida é de absoluta certeza,
Nem mesmo a efêmera beleza.
Sou o que sou, porque sou,
Meu tempo inda não passou,
Por certo inda encontrarei fera,
Mas com certeza vira a primavera.
Eu e o silencio não temos segredos,
Sempre confessamos nossos medos,
É essa em fim, minha armadura,
A solidão me serve de atadura.
Santaroza
sábado, 31 de outubro de 2009
Amiga!

Amiga!
Era um dia quente de um mês de fevereiro qualquer...
O riacho naquele ponto era especialmente espetacular...
A água era verde claro e deslizava por sobre pedra brancas...
Dos dois lados da margem havia uma grama macia e uma cerca de flores brancas e amarelas...
Haviam borboletas despreocupadas, abelhinhas apressadas e um leve perfume de vida pelo ar...
Não se ouvia outro som que não os de nossa própria respiração e o sussurro do riacho...
Nestas horas de sol á pino até os pássaros se aquietavam para contemplar a beleza do dia...
Tua mão sobre meu peito, inda acelerado, seu lábio rosado sorria de nada e por tudo...
O céu estava azul e alguém fazia nele pintas brancas, que tentávamos adivinhar...
Te beijei novamente, o primeiro foi amargo, mas este tinha gosto das frutas dali...
E assim foi, num dia sem porque, de amigos passamos a amantes!
Santaroza
Era um dia quente de um mês de fevereiro qualquer...
O riacho naquele ponto era especialmente espetacular...
A água era verde claro e deslizava por sobre pedra brancas...
Dos dois lados da margem havia uma grama macia e uma cerca de flores brancas e amarelas...
Haviam borboletas despreocupadas, abelhinhas apressadas e um leve perfume de vida pelo ar...
Não se ouvia outro som que não os de nossa própria respiração e o sussurro do riacho...
Nestas horas de sol á pino até os pássaros se aquietavam para contemplar a beleza do dia...
Tua mão sobre meu peito, inda acelerado, seu lábio rosado sorria de nada e por tudo...
O céu estava azul e alguém fazia nele pintas brancas, que tentávamos adivinhar...
Te beijei novamente, o primeiro foi amargo, mas este tinha gosto das frutas dali...
E assim foi, num dia sem porque, de amigos passamos a amantes!
Santaroza
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Passadas!

Passadas!
A noite me engole
Temo pela minha sanidade
Falta luz em minha alma
Tanta é minha saudade.
Ouço uivo dos coiotes
Ou seriam meus soluços
Ventos que trazem cisco
Cheiro de folha mascada.
Espero que a lua venha
Que alguma luz me tenha
Fecho a porta da cozinha
Abro a janela da sala.
Não tenho lugar pra ficar
O relógio anda para traz
As arvores se movimentam
O campanário toca o sino.
Rezo e não rezo o terço
Um terço de minha vida
Águas na terra empoçada
Chuvas de mim choradas.
Reflito o reflexo da lama
Quantas noites, quantas camas
Falas mordidas e mascadas
E algumas que foram caladas.
Restou o resto de tudo
Alguns álbuns de retratos
Nem todos eu me encontro
Em alguns acho que faltei.
Cartas rotas amareladas
Algumas nem terminei
Outras nem li direito
Poeiras tomaram conta.
E o veleiro passou de lado
Veio tormenta na ilha
Perdi os rastros da areia
Nem voltar posso mais.
Santaroza
A noite me engole
Temo pela minha sanidade
Falta luz em minha alma
Tanta é minha saudade.
Ouço uivo dos coiotes
Ou seriam meus soluços
Ventos que trazem cisco
Cheiro de folha mascada.
Espero que a lua venha
Que alguma luz me tenha
Fecho a porta da cozinha
Abro a janela da sala.
Não tenho lugar pra ficar
O relógio anda para traz
As arvores se movimentam
O campanário toca o sino.
Rezo e não rezo o terço
Um terço de minha vida
Águas na terra empoçada
Chuvas de mim choradas.
Reflito o reflexo da lama
Quantas noites, quantas camas
Falas mordidas e mascadas
E algumas que foram caladas.
Restou o resto de tudo
Alguns álbuns de retratos
Nem todos eu me encontro
Em alguns acho que faltei.
Cartas rotas amareladas
Algumas nem terminei
Outras nem li direito
Poeiras tomaram conta.
E o veleiro passou de lado
Veio tormenta na ilha
Perdi os rastros da areia
Nem voltar posso mais.
Santaroza
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Não precisa!
Não precisa!
Não quero foto
Gravarei na retina
E se apagarem as imagens
Voltarei para te ver!
Santaroza
Não quero foto
Gravarei na retina
E se apagarem as imagens
Voltarei para te ver!
Santaroza
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Amigo!

Amigo!
Não creio na amizade sem confronto
Porque não creio no amor sem encontro!
Não creio na amizade de possessão
Porque não creio no amor sem fração!
Não creio na amizade de um lado só
Porque não concebo o amor como a um nó!
Não creio em amizades de ocasião
Porque não confundo amor com paixão!
Não creio em amizade passageira
Porque não aceito que o amor seja fogueira!
Também não creio em amizade sem fim
Porque não aceito um amor que não caiba em mim!
Não creio na amizade que não se doa sem pedir
Porque não creio no amor que nasce para ferir!
A amizade e o amor têm as mãos dadas
Se um não nasceu
O outro morreu
Nem um dos dois é nada!
Santaroza
Não creio na amizade sem confronto
Porque não creio no amor sem encontro!
Não creio na amizade de possessão
Porque não creio no amor sem fração!
Não creio na amizade de um lado só
Porque não concebo o amor como a um nó!
Não creio em amizades de ocasião
Porque não confundo amor com paixão!
Não creio em amizade passageira
Porque não aceito que o amor seja fogueira!
Também não creio em amizade sem fim
Porque não aceito um amor que não caiba em mim!
Não creio na amizade que não se doa sem pedir
Porque não creio no amor que nasce para ferir!
A amizade e o amor têm as mãos dadas
Se um não nasceu
O outro morreu
Nem um dos dois é nada!
Santaroza
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Contando estrelas!
Contando estrelas!
A gaivota que voa ligeira
Bailando por céu anil
Não sabe de minha cegueira
Nesse veneno sutil!
Amor que me encharca o peito
Rebentando feito mar
Já se tornou meu defeito
Conjugar o verbo amar!
O mar que afaga a praia
Não me escuta o coração
Me fere como arraia
O assopro de sua canção!
Não sabe o sol no poente
A saudade que me invade
Deixa a areia inda quente
E meu peito em tempestade!
A noite sim me completa
E me traz inspiração
Afinal só sou poeta
Contando estrelas no chão!
Santaroza
A gaivota que voa ligeira
Bailando por céu anil
Não sabe de minha cegueira
Nesse veneno sutil!
Amor que me encharca o peito
Rebentando feito mar
Já se tornou meu defeito
Conjugar o verbo amar!
O mar que afaga a praia
Não me escuta o coração
Me fere como arraia
O assopro de sua canção!
Não sabe o sol no poente
A saudade que me invade
Deixa a areia inda quente
E meu peito em tempestade!
A noite sim me completa
E me traz inspiração
Afinal só sou poeta
Contando estrelas no chão!
Santaroza
terça-feira, 6 de outubro de 2009
De manhã

De manhã
A manhã nasceu azul
Com ondas brancas surfando no ar
O perfume era verde misturado a sal
Tinha gosto e sabor de vida!
Na vastidão deste cenário
Um fino fio de sol
Esgueirou-se pelo véu das cortinas
Atingindo tu pele rosada
Enrolada, ainda, no lençol!
Era ali o paraíso!
O mais belo quadro feito a pincel
Brilho, luz, cores, sabores e desejos
Tudo reunido em um único pedaço de ser
Num segundo infindável de amor
No encontro de meu eu com o teu!
Santaroza
A manhã nasceu azul
Com ondas brancas surfando no ar
O perfume era verde misturado a sal
Tinha gosto e sabor de vida!
Na vastidão deste cenário
Um fino fio de sol
Esgueirou-se pelo véu das cortinas
Atingindo tu pele rosada
Enrolada, ainda, no lençol!
Era ali o paraíso!
O mais belo quadro feito a pincel
Brilho, luz, cores, sabores e desejos
Tudo reunido em um único pedaço de ser
Num segundo infindável de amor
No encontro de meu eu com o teu!
Santaroza
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